3.3.10

11 meses (ou a primeira virose)

Hoje Ben completa 11 meses.

Ultimamente adora carros. Gosta de ficar no banco do motorista, dirigindo o carro parado, já aprendeu até a buzinar sozinho. Não pode ver ninguém se aprontando pra sair que aponta o carro e diz "pá", que quer dizer passear.

Sabe o que quer, e não para diante dos obstáculos. Quando está comendo aponta pro prato ou pro copo, se quiser mais comida ou água, respectivamente. Quando quer dar alguma coisa para você, estica a mão e diz "dá", se demora a aceitar, ele joga a coisa em você. Quando está no colo e quer algo do chão, se joga sem hesitar. Quando está no chão e quer colo, fica em pé apoiado nas pernas da pessoa.

Aprendeu a cantar, também. Inventou uma melodia e quando alguém diz "canta pra fulaninho" ele faz "hm, hm, hmmmm", em um ritmo só dele. Claro que quando está afim, assim como mandar beijo, dar uma piscadinha e dar tchau. E é um paquerador, fica meio cabreiro com homens, mas mulheres são logo conquistadas por um bater de pestanas, sem ninguém pedir. E imita a risada da Bisa. Não pode vê-la que solta logo um "a-haha". Uma graça.


4 dentes na boca, muitos cachinhos na cabeça, um ducto lacrimal ainda obstruído e uma virose, a primeira, indo embora.


Começou no domingo, quando ele ia pra primeira festa de aniversário de sua vida. Chegou da casa do pai molinho, febril, só queria saber de mamar. Plugou no peito e não saiu mais. Febre com pico de 40,5, fomos bater no PS, mandaram dar anti-térmico por causa do risco de convulsão, já que nem os banhos nem a homeopatia estavam adiantando.

(O que é o mundo, não é mesmo, minha gente? Lembram que eu já falei que aqui em casa tinha uma caixa de Tilenol fechada desde antes de Benjamin nascer? Pois é, usamos. E Benjamin amou o tal do Tilenol, porque né. Açúcar e corante, a gente vê por aqui. Tomava numa boa, até chorava quando acabava...)

Na segunda, como a febre não cedia, insisti no Tilenol. Claro que anti-térmico funciona, mas não da maneira ideal. Porque veja bem, a febre é uma resposta do sistema imunológico, um sinal de que o corpo está combatendo o agente infeccioso, uma tentativa de danificá-lo ao aumentar a temperatura do corpo. Quando você bloqueia a febre de forma artificial - dando anti-térmico, por exemplo - está impedindo o sistema imunológico de trabalhar por si só. Por isso geralmente o anti-térmico vem receitado junto com um antibiótico ou um anti-viral. Como não sabíamos o que era a doença de Benjamin, veio só o anti-térmico, até a nova homeopatia ficar pronta, porque bebês podem convulsionar caso a febre aumente muito, e ele fez febre de 40,9.

De noite fomos bater no PS novamente, porque a pediatra de Ben não pôde dar uma olhada nele.

(Olha, não é por nada não, mas acho que as pediatras de PS são muito mal comidas. Ô má-vontade de trabalhar, uma antipatia, grosseria, haja paciência. E é PS particular, hem. Minha mãe trabalhava em PS público e eu não lembro de jamais tê-la visto atendendo com tanta impaciência, e olha que eu a acompanhava nos plantões desde RN.)

Descobriram o que era: Herpangite ou Herpangina, uma virose que dá febres muito altas por 3 ou 4 dias, irritação e aftas na garganta, moleza, falta de apetite, vômitos e etc. Daí mandaram fazer um hemograma pra confirmar a virose. Eu não sei porque fiz, acho que estava meio desesperada, sem dormir, porque os sintomas estavam lá, a medicação estava sendo feita, sendo virose ou infecção bacteriana, não ia passar em 3 ou 4 dias? Enfim. Colheram uma ampola de sangue do meu bebê, ele chorando de lá e eu chorando de cá.

Pra minha raiva ser maior, o hemograma não acusou nada. Claro, disse a outra médica, ainda é muito cedo pra acusar qualquer coisa. Continua só na homeopatia e no spray de própolis pra acalmar as aftas da garganta. No outro dia parecia que tudo havia melhorado, mas foi só uma pegadinha do malandro. Ao entardecer a febre voltou bombando, e na madrugada, vieram os vômitos.

A essa altura nem mamar ele conseguia mais, porque engolir doía. E fazia vomitar. E eu desesperada, sem saber o que fazer, só acalentava, abraçava, ninava. De tão cansado ele cochilava no banho, no trocador, onde encostasse um pouquinho. Hoje dormimos eu e ele o dia inteiro, praticamente. Ele vomitou de novo, começou a ter diarreia, mas pelo menos voltou a mamar. E a comer aos pouquinhos.

Mas não deixa colocar o spray na garganta. Chora com a boca trancada, pois num descuido seu a babá borrifou o spray, mas ele já aprendeu. A temperatura não sai do 38, mas pra quem passou os últimos dois dias no 39.5, 38 é um passeio no parque.

Pra completar o meu quadro de desvario, amanhã tenho a prova prática do Detran. Desejem-me sorte.

4 comentários:

Aline Tavares 3 de março de 2010 20:53  

Rá, a pior parte aí é a prova do Detran.
Pobre Ben. Aqui estamos só no vômito, sem febre. Acho que não vai passar disso.
O bichinho também fica sem querer mamar. Aliás quer mamar, mas tem vontade de vomitar quando mama.
Dá uma angústia né, a gente fica querendo fazer algo, mesmo quando não há nada pra fazer a não ser observar.
Melhoras para o pequeno.
E boa sorte. :)

Beijos.

Anninha 3 de março de 2010 21:55  

Boa sorte! rsrsrs

Como está o Ben agora? Espero que melhor, bem melhor. Beijos!

Ninoca 4 de março de 2010 09:03  

Boa sorte na prova do Detran! E força aí para cuidar do pequeno! São tantas as perebas que esses pequeninos pegam, né? E a gente fica na maior aflição! Beijos para os dois e melhoras!

Flavia C. 5 de março de 2010 10:07  

Parabens por ter passado na prova do Detran, vi no tui!! Agora fiquei curiosa quanto a: Como Ben ficou sem o peito quando vc estava em Recife?