3.5.10

Leaving on a jet plane

Foi até engraçado, que outro dia eu estava atualizando a leitura do blogroll aí ao lado e caí lá no blog da Lu do Nicolas, falando sobre viagem de avião com bebês. Claro que ela é chique e viaja internacionalmente, vôos longos e imensamente mais difíceis do que viagens domésticas, e ela é inteligente e verifica direitinho o itinerário dos vôos garantindo que não passem 3 horas ou mais na sala de embarque de um aeroporto, coisas que eu não faço.

Então, vocês dão um pulinho lá e lêem o post dela sobre isso, depois voltam pra ler minha história de viagem com Ben...

...voltaram? Então.

Deixei tudo arrumado no dia anterior, porque no outro dia de manhã eu ainda teria que ir pro estágio, pois meu chefe retornaria de férias naquele dia e eu teria que pô-lo a par de tudo, visto que faltarei amanhã e depois. Fui um pouco negligente com a arrumação da minha parte da mala, pois esqueci de colocar calcinhas, produtos de higiene, coisas que só foram lembradas no outro dia, na correria.

Então eu voltei do estágio correndo, arrumei coisas que faltavam, saí correndo de casa com esperanças de almoçar no aeroporto e... não deu tempo, claro. Fui com fome pro avião, com um Benjamin bastante empolgado com todas as novidades, o ambiente, tudo. E eu empolgada com a primeira viagem de avião do pequeno.

Ele foi um lord. Não teve problema com a pressão, pois mamou em todos os pousos e decolagens, fez gracinhas para todas as pessoas que sentaram ao nosso redor, só chorou no último vôo da ida, quando já estava exausto e eu insistia em ajeita-lo no sling para que ele pudesse dormir.

É porque foi assim: peguei um avião pra Salvador, esperei 3 horas por lá, depois outro pra Brasília, onde esperamos mais 1 hora e meia, enfim fomos pra Goiânia, em plena véspera de feriado. Mancada minha, eu sei. Mas eu levei uma mala abarrotada de brinquedos e comidinhas para que essas longas conexões se tornassem um pouco menos cansativas.

Como ainda não dei todos os presentes que ele ganhou em seu aniversário, levei um para que ele pudesse abrir quando o tempo fechasse. A escolha foi feita pelo coração, não pela razão, visto que levei um conjunto de 6 bolas com bichinhos dentro, já que bolas são os seu brinquedo favorito. Não foi muito bem pensado, visto que as bolas se espalhavam pelo aeroporto mais rápido que eu pudesse contê-las, e várias crianças surgiram dos confins do local para brincar com as bolas também, deixando-o sem nenhuma. Mas ele foi bem camarada, preferiu ficar fazendo yoga no meio do aeroporto enquanto as outras crianças brincavam com as bolas (e com os outros brinquedos também).

Na volta já não haviam mais brinquedos novos, mas a viagem foi menos longa também, só Goiânia-Brasília-Maceió. Como o vôo foi de manhã, ele ficou logo com sono. No aguardo em Brasília (2 horas), encasquetou com o balão de uma outra nenê sentada próxima a nós e pedia pra ela "dá, dá", mas não teve negócio. Rodou a sala de embarque toda, ficou com os joelhos da roupa pretos, mas felizmente dormiu ainda no aeroporto e não acordou até chegarmos em Maceió.

Então além do relato da viagem (literalmente falando, ainda preciso falar sobre as experiências goianas de Benjamin), aqui vai o jeito Fernanda Café de viajar sozinha com bebê.

1. Cinco letras, um pedaço de pano: SLING. Se o sling é milagroso para todas as outras ocasiões na sua vida, para viagens ele se torna item de primeira necessidade. Na ida Benjamin só conseguiu tirar um cochilo no aeroporto de Salvador dentro do sling, e em todos os trânsitos saguão-avião, ele ia acomodadinho, ora na posição de buda, ora encangado. Imagina, uma mala enorme, super pesada, e ainda ter que carrega-lo e contê-lo?

2. Deixe-se ajudar. Viajar sozinha com criança não é fácil, especialmente uma viagem com tantas paradas, que se torna cansativa até para um adulto. Não estou falando pra deixar o menino com um estranho que lhe tenha demonstrado simpatia, mas se alguém lhe oferecer para olhar a bolsa enquanto você impede que seu filho morra eletrocutado ao enfiar o dedo na tomada, deixe que olhe. O mesmo vale para ajudar a tirar a bolsa do compartimento acima ou debaixo da cadeira enquanto você ajeita o bebê no sling ou até mesmo para carregar a bolsa até o saguão, não é como se o cara fosse sair correndo com uma bolsa enorme de onde escapam pedaços meio comidos de sanduíche e a perna de um bichinho de pelúcia.

3. Use e abuse da preferência. Seja a última a entrar na sala de embarque e a primeira a embarcar no avião, afinal é muito mais difícil conter e distrair um bebê lá dentro E em véspera e final de feriado os aeroportos estão lotados, as salas de embarque mal tem cadeiras vagas para você, e corre-se o risco de ver seu filho atropelado por um ou mais executivos altivos que não enxergam os próprios pés e uma criança que porventura possa estar se metendo entre eles.

4. Vá ao banheiro antes, porque durante é impossível. Nessa nem o sling pôde me savar, oi infecção urinária.

5. Novas experiências são muito bacanas para você e os pequenos, mas se você for pensando que vai ser cansativo e estressante, será. Relaxe, sente na janelinha e aproveite a viagem. Claro, impedindo que seu filho fique chutando o assento da frente, porque nem seu sorriso de poucos dentes foi capaz de conquistar o brutamontes que se alojou ali.








(A quem interessar possa, as bolas passam bem e encontraram o caminho de casa.)

5 comentários:

Nine 3 de maio de 2010 11:26  

Legal o post Fernanda! Vou viajar pela primeira vez com a minha filha de 1 ano semana que vem... Acho que vou comprar o SLING rsrsrsrs Beijos!

Beta 4 de maio de 2010 20:04  

Oi Nanda!
Bah, como tu consegue acomodar o Ben no sling na posição Buda? Eu atualmente só consigo usar com a Alice virada de frente para mim...
Mas concordo que sling é um ítem de primeiríssima necessidade.
Bjão

Nanda 4 de maio de 2010 22:46  

Oi Beta! Olha só, Ben é um bebê petit, ele ainda cabe no sling na posição buda, só que agora ele fica "virando" pro lado, e eu preciso ficar apoiando com a mão. A melhor posição agora é virado pra mim mesmo, encaixado no quadril.
Nine, que bom que pude ser útil! Olha, não tem coisa melhor do que o sling pra viajar sozinha com bebê. Se você tiver a oportunidade, vá a uma vendedora de slings e experimente os modelos pra ver a qual vocês se adaptam! Aqui temos dois modelos, mas só gostamos de usar um.

Beijão

Beta 5 de maio de 2010 17:23  

Pois é guria, a Alice é um bebê big, rsrsrs. Tem 75 cm e 9,700kg (11 meses). Temos o pouch e o ring, mas estou bem tentada a comprar o wrap...
Bjão

Luciana 8 de maio de 2010 13:31  

Ei menina! Que bom que vc caiu lá no blog!

Olha, viajar com criança nunca é facil, ainda mais sozinha... vixe... Nao gosto nem de pensar. Por isso, acho que vc deu a melhor dica de todas nesse caso: o sling.

E qto aos brinquedos... hahaha... ri demais pensando nas bolas espalhadas pelo aeroporto! Com o Nic o que mais funciona sao os carrinhos. Sempre aparece alguem mais pra brincar junto, mas eh mais controlavel.

Beijos pro'ce!